Um esquentador pode continuar a funcionar durante muitos anos, mas isso não significa necessariamente que esteja a funcionar nas melhores condições. Avarias frequentes, dificuldade em obter uma temperatura estável, problemas de ignição ou alterações no sistema de exaustão podem indicar que chegou o momento de avaliar a substituição do equipamento.
Além da idade, é importante considerar o estado do aparelho, as condições da instalação e se o esquentador continua adequado às atuais necessidades de água quente da habitação.
Conheça 7 sinais que justificam uma avaliação técnica do seu esquentador.
1. O esquentador começa a ter avarias frequentes.
Uma avaria isolada não significa necessariamente que seja preciso substituir o equipamento. No entanto, quando as intervenções começam a tornar-se frequentes, é importante comparar o custo acumulado das reparações com o investimento num equipamento mais recente.
Problemas recorrentes de ignição, falhas durante o funcionamento ou componentes que necessitam repetidamente de substituição podem indicar desgaste do equipamento.
Nestes casos, uma avaliação técnica permite perceber se continua a fazer sentido reparar ou se é mais vantajoso substituir.
2. A temperatura da água está constantemente a variar.
Abre a torneira, a água aquece, fica demasiado quente e pouco depois volta a arrefecer?
As oscilações frequentes de temperatura podem ter diferentes causas e não significam automaticamente que o esquentador esteja no fim da sua vida útil. Contudo, quando persistem, devem ser avaliadas.
Os atuais esquentadores termostáticos permitem um controlo muito mais preciso da temperatura. Em modelos como o Bosch Therm 4600 F, por exemplo, a temperatura pode ser selecionada grau a grau, permitindo ao equipamento ajustar o funcionamento para manter a temperatura definida.
Esta evolução tecnológica pode representar uma diferença significativa no conforto diário.
3. O esquentador apresenta dificuldades de ignição.
Ter de tentar ligar repetidamente o aparelho, verificar constantemente as pilhas ou enfrentar falhas de ignição é outro sinal que merece atenção.
Atualmente existem diferentes tecnologias de ignição.
Há equipamentos com ignição eletrónica por baterias, enquanto outros recorrem a um hidrogerador, aproveitando a passagem da água para produzir a energia necessária à ignição.
A Vulcano e a Bosch disponibilizam soluções com diferentes sistemas, permitindo selecionar o equipamento em função das características da instalação e das preferências de utilização.
4. Existem problemas ou limitações na exaustão.
Este é um dos pontos mais importantes.
Os gases resultantes da combustão têm de ser corretamente evacuados para o exterior. As características da conduta, o seu percurso e as condições de ventilação do local são, por isso, determinantes.
Um equipamento atmosférico ou de exaustão natural depende das condições adequadas de tiragem.
Quando existem limitações, pode ser necessário avaliar outras tecnologias. Um esquentador ventilado utiliza um ventilador para auxiliar a evacuação dos gases, enquanto num esquentador estanque a combustão ocorre num circuito separado do ambiente interior e o ar necessário é obtido a partir do exterior.
Por isso, ao substituir um equipamento antigo, não se deve assumir automaticamente que o novo esquentador deve utilizar exatamente a mesma tecnologia.
5. As necessidades de água quente da casa mudaram.
O esquentador pode estar a funcionar corretamente e, ainda assim, já não ser adequado.
Uma alteração no número de pessoas da habitação, a utilização simultânea de diferentes pontos de água ou uma remodelação da casa podem modificar significativamente as necessidades de água quente sanitária (AQS).
É aqui que a capacidade do equipamento ganha importância.
Os esquentadores são disponibilizados em diferentes capacidades, normalmente expressas em litros por minuto (l/min). Um equipamento corretamente dimensionado deve conseguir responder às necessidades previstas sem ser desnecessariamente sobredimensionado.
6. O consumo aumentou sem uma explicação evidente.
Um aumento no consumo de gás pode ter várias causas — desde mudanças nos hábitos da família até alterações no preço ou maior utilização de água quente — pelo que não deve ser atribuído automaticamente ao esquentador.
Mas quando um equipamento antigo apresenta simultaneamente maior consumo, funcionamento irregular ou dificuldades em controlar a temperatura, faz sentido solicitar uma avaliação.
Os equipamentos atuais incorporam tecnologias como modulação automática da chama e controlo termostático, ajustando o funcionamento às necessidades efetivas de água quente.
7. O equipamento já tem muitos anos.
A idade, por si só, não determina quando um esquentador deve ser substituído.
Um equipamento corretamente instalado e mantido pode permanecer funcional durante bastante tempo. Por outro lado, um aparelho mais recente pode necessitar de intervenção se existirem problemas na instalação ou utilização.
A idade deve, portanto, ser analisada juntamente com outros fatores:
- frequência das avarias;
- estado dos componentes;
- disponibilidade de peças;
- estabilidade da temperatura;
- condições de ventilação e exaustão;
- consumo;
- adequação às atuais necessidades de água quente.
Quando vários destes fatores começam a surgir simultaneamente, avaliar a substituição torna-se particularmente importante.
Reparar ou substituir o esquentador?
Esta é uma das perguntas mais comuns e não existe uma resposta baseada apenas na idade do equipamento.
Uma reparação pode ser perfeitamente justificável quando o problema está identificado, o restante equipamento se encontra em boas condições e o custo da intervenção é proporcional ao valor e à vida útil expectável do aparelho.
A substituição começa a fazer mais sentido quando existem avarias sucessivas, custos de reparação elevados, dificuldades de exaustão, componentes obsoletos ou quando o equipamento deixou de responder às necessidades da habitação.
A avaliação deve ser feita caso a caso.
Vai substituir o esquentador? Não escolha apenas pelos litros.
É muito comum procurar simplesmente um esquentador de 11, 12, 14 ou 17 litros e assumir que a capacidade é suficiente para fazer a escolha.
Não é.
Antes de selecionar o novo equipamento devem ser consideradas, pelo menos, as necessidades de água quente, os pontos de consumo, o tipo de gás, a localização do aparelho e, sobretudo, as condições de ventilação e exaustão.
Também é necessário decidir qual a tecnologia adequada:
Atmosférico / exaustão natural — utiliza a tiragem natural para evacuar os gases de combustão.
Ventilado — incorpora um ventilador que auxilia a evacuação dos gases.
Estanque — utiliza ar proveniente do exterior para a combustão, mantendo o circuito de combustão separado do ambiente interior.
É precisamente por estas diferenças que a substituição de um esquentador deve começar pela avaliação da instalação e não simplesmente pela escolha de uma marca ou modelo.
Bosch ou Vulcano: diferentes soluções para substituir o seu esquentador.
A Bosch e a Vulcano disponibilizam atualmente diferentes soluções para produção instantânea de água quente, desde equipamentos atmosféricos até modelos termostáticos ventilados e estanques.
Existem também diferenças importantes ao nível do controlo da temperatura, capacidade, sistema de ignição, combustão e compatibilidade com determinadas configurações de instalação.
Mais importante do que perguntar simplesmente “Bosch ou Vulcano?” é perceber qual o equipamento de cada gama que melhor responde às características da habitação.
Substituir antes de avariar pode evitar ficar sem água quente.
Não é necessário esperar que um esquentador deixe definitivamente de funcionar para avaliar o seu estado.
Se já existem avarias recorrentes, dificuldades de ignição, oscilações de temperatura ou dúvidas sobre a exaustão, uma avaliação antecipada permite perceber se é necessária uma reparação ou se chegou o momento de considerar um novo equipamento.
Na Tecnodome, ajudamos a avaliar as condições existentes e a selecionar uma solução Bosch ou Vulcano adequada às necessidades de água quente e às características da instalação.
A Tecnodome presta serviços nas zonas de Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra, Torres Vedras e Lourinhã.
Precisa de reparar ou substituir o seu esquentador? Contacte a Tecnodome e peça aconselhamento e orçamento.


