O conforto deixou de ser um luxo. Tornou-se uma necessidade..
Nos últimos anos, Portugal e grande parte da Europa têm registado vagas de calor cada vez mais intensas e prolongadas, com temperaturas recorde que evidenciam uma realidade incontornável: o clima está a mudar.
Segundo o Programa Copernicus da União Europeia, os últimos anos têm sido sucessivamente os mais quentes desde que existem registos, enquanto a Organização Meteorológica Mundial (WMO) confirma que a frequência e intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos continuará a aumentar nas próximas décadas.
Esta nova realidade coloca enormes desafios aos ecossistemas, à saúde pública, às cidades e também às habitações, obrigando famílias e empresas a adaptarem-se a um clima cada vez mais exigente.
As cidades estão cada vez mais quentes.
As áreas urbanas são particularmente vulneráveis ao aumento das temperaturas.
O betão, o asfalto, a reduzida vegetação e a elevada densidade de edifícios originam o conhecido fenómeno da ilha de calor urbana, fazendo com que a temperatura nas cidades possa ser vários graus superior à das zonas rurais.
A Agência Europeia do Ambiente (EEA) alerta que este fenómeno contribui para o agravamento das ondas de calor e aumenta significativamente os riscos para a saúde das populações mais vulneráveis.

As habitações têm de acompanhar esta mudança.
Grande parte das habitações portuguesas foi construída numa época em que as necessidades de climatização eram bastante diferentes das atuais.
Hoje, muitas casas apresentam:
- Isolamento térmico insuficiente;
- Caixilharias pouco eficientes;
- Perdas energéticas elevadas;
- Dificuldades em manter uma temperatura confortável.
Segundo a ADENE – Agência para a Energia, melhorar a eficiência energética dos edifícios continua a ser uma das formas mais eficazes de reduzir consumos e aumentar o conforto das famílias.
O impacto vai muito além do conforto.
As temperaturas extremas têm consequências diretas na saúde.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda especial atenção durante os períodos de calor intenso, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas, devido ao maior risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Dormir pior, trabalhar com menor produtividade e permanecer longos períodos em ambientes demasiado quentes são hoje situações cada vez mais frequentes durante o verão.
O isolamento será cada vez mais importante.
Os especialistas defendem que a adaptação às alterações climáticas começa na própria habitação.
Um edifício energeticamente eficiente consegue:
- Reduzir o sobreaquecimento durante o verão;
- Conservar melhor o calor no inverno;
- Diminuir significativamente os consumos energéticos;
- Proporcionar maior conforto durante todo o ano.
O IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) identifica precisamente a melhoria da eficiência energética dos edifícios como uma das principais medidas de adaptação às alterações climáticas.
A climatização passa a ser uma necessidade.
Num cenário de temperaturas cada vez mais extremas, a climatização deixou de ser apenas uma solução para refrescar a casa durante algumas semanas por ano.
Os modernos sistemas de ar condicionado e bombas de calor permitem:
- Arrefecer durante o verão;
- Aquecer no inverno;
- Controlar a humidade;
- Melhorar a qualidade do ar interior;
- Reduzir consumos graças às tecnologias Inverter e às elevadas classes de eficiência energética.
Quando corretamente dimensionados e instalados, estes sistemas oferecem conforto durante todo o ano com um consumo energético bastante inferior ao dos equipamentos de gerações anteriores.
Preparar hoje as casas para o clima de amanhã.
As previsões científicas apontam para uma maior frequência de ondas de calor, secas e fenómenos meteorológicos extremos ao longo deste século.
Preparar as habitações para esta nova realidade significa investir em:
- Isolamento térmico;
- Equipamentos energeticamente eficientes;
- Sistemas inteligentes de climatização;
- Manutenção preventiva.
Mais do que aumentar o conforto, estas medidas contribuem para reduzir o consumo energético, diminuir as emissões de carbono e aumentar a resiliência das habitações perante um clima em mudança.


